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No Dia Internacional do Panda-vermelho, o Jardim Zoológico apresenta a nova cria
11 de setembro de 2018

A “Arca-de-Noé” Lisboeta não para de crescer. Depois do pequeno Órix-de-cimitarra, e das recentes crias de Macaco-de-brazza e Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo, o Jardim Zoológico anuncia a chegada de uma nova cria: um Panda-vermelho (Ailurus fulgens). A nova cria, cujo género ainda está por identificar, nasceu no passado dia 11 de junho. Esta espécie está classificada como “Em Perigo”, pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

 

O Panda-vermelho é característico das florestas de bambu e florestas tropicais em altitude da região dos Himalaias e Sul da China. A principal ameaça a esta espécie é a diminuição do seu habitat, a caça e a consanguinidade, consequência da fragmentação do seu ecossistema, sobretudo em prol de áreas de cultivo. Este nascimento permite ao Zoo reforçar a sua participação no Programa Europeu de Reprodução (EEP) desta espécie.


 

A reprodução do Panda-vermelho é bastante complexa e, por isso, deve ser bem celebrada. Os machos e as fêmeas encontram-se apenas para acasalar, num espaço de tempo limitado e compreendido entre janeiro a março. A fêmea só está recetiva uma vez por ano, durante um curto período de 12 a 36 horas, em que a ovulação é induzida pela cópula. A responsabilidade das crias é inteiramente da progenitora.

 

Tal como o Panda-gigante, o Panda-vermelho alimenta-se principalmente de bambu – cerca de 80% da sua alimentação - e tem um falso polegar (uma extensão do osso sesamóide) que utiliza para arrancar as folhas do bambu, que são muito pouco nutritivas. Por essa razão, podem suplementar a sua dieta com frutos, raízes, ovos e pequenos lagartos. Tem ainda uma classificação taxonómica peculiar, uma vez que tem dentição de omnívoro, tubo digestivo de carnívoro e dieta principalmente herbívora.

 

Os pandas-vermelhos estão perfeitamente adaptados às temperaturas do seu habitat: a sua pelagem é densa, protegendo-os em caso de frio, e a cauda é longa, para ajudar a manter a temperatura corporal. É uma espécie reservada, marcando o seu território com urina e secreções das glândulas anais e genitais. Podem ser territoriais, se ameaçados, e passam a maior parte do tempo em altura, deitados nos ramos das árvores.

 

Visite o Jardim Zoológico e contribua para a conservação do mundo animal.



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