Educação
Concurso Nacional Escolas

O Jardim Zoológico, em parceria com a Associação Bandeira Azul para a Europa (ABAE) - através do programa Eco-escolas, o portal BioDiversity4All e a Direção Geral de Educação (DGE) convidam todos os professores e alunos a participarem no concurso nacional para escolas "Let it Grow - Alerta Invasoras". Dirigido a alunos da educação pré-escolar, ensino básico, ensino secundário e profissional, este concurso pretende promover a conservação da nossa biodiversidade local através de uma campanha de sensibilização dirigida a toda a comunidade, em especial, à comunidade onde estão inseridas.

De norte a sul, Portugal apresenta um mosaico de biodiversidade incrível. Geograficamente, estamos numa zona de fronteira que tem influências africanas, mediterrânicas, do norte da Europa e atlânticas, isto significa que em termos de fauna podemos ter espécies residentes, invernantes, migradoras e nidificantes.

Portugal está inserido numa área invulgarmente rica do ponto de vista biológico. No entanto, o seu futuro como tal não está assegurado. Esta região a que Portugal pertence, está mesmo classificada como sendo um dos 34 Hotspots de Biodiversidade do Planeta. Ou seja, é uma zona em que se concentra um elevado número de espécies, muitas delas só ali existentes (espécies endémicas), e que constitui uma área prioritária de conservação por estar sob um considerável grau de ameaça.

A campanha Let it Grow é uma campanha conjunta entre três das maiores associações – a associação europeia de zoos e aquários (EAZA), a rede europeia de centros de ciência e museus (Ecsite) e a Botanic Gardens Conservation International (BGCI). Juntas, têm como objectivo tornar as comunidades em paraísos para as espécies nativas de animais, de plantas e de todas as outras formas de vida, ecossistemas funcionais que ajudarão a proteger a Europa da perda de biodiversidade e de espécies exóticas invasoras.

As espécies invasoras são espécies exóticas, ou seja, são espécies de animais ou de plantas que não pertencem originalmente a um determinado local, mas que ali habitam. Ocorrem num território que não corresponde à sua área de distribuição natural.

Dizem-se invasoras por não coexistirem de forma equilibrada com as espécies locais – as espécies autóctones. Ocupam o território de forma excessiva, e utilizam recursos necessários à sobrevivência das espécies locais. Adaptam-se e estabelecem-se de forma agressiva em relação às já existentes num determinado local. Competem por espaço e alimento, e podem determinar o declínio rápido de muitas autóctones e o desequilíbrio dos ecossistemas. Assim, a proliferação destas espécies promove alterações ambientais profundas e, potencialmente, grandes prejuízos económicos.

Conhecem-se 35 000 espécies de animais e plantas em Portugal. O que representa 22% do total de espécies descritas na Europa! O impacto das espécies invasoras sobre as comunidades existentes é enorme. A sua presença reduz a biodiversidade do país, afecta o equilíbrio ecológico e podem inclusive prejudicar a saúde pública através da transmissão de doenças e/ou parasitas. O comércio internacional e o turismo facilitam a entrada de espécies invasoras no nosso território.

Existem muitas espécies exóticas no nosso país, entre as invasoras mais problemáticas estão o Chorão-das-praias (Carpobrotus edulis) que invade as dunas e zonas arenosas onde ocorrem espécies endémicas; as Háquias (Hakea spp.) que formam rapidamente bosques densos e reduzem a disponibilidade de água no solo, aumentando o risco de incêndio; a Azeda (Oxalis pes-caprea) que invade áreas agrícolas e descampados; o Jacinto-de-água (Eichornia crassipes), e tantas outras espécies da flora exótica. Nos rios, podemos encontrar a Perca-sol (Lepomis gibbosus) e a Gambúsia (Gambusia holbrooki), peixes que foram introduzidos para controlo das larvas de mosquitos e para fomento piscícola, mas que predam e competem com as espécies de peixes autóctones. A perda da biodiversidade aquática em Portugal, está directamente ligada à introdução da Tartaruga-da-florida (Trachemys scripta) em rios, lagos e até jardins públicos por todo o país. Do Lagostim‑vermelho (Procambarus clarkii), ao Nemátodo‑do‑pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus) e ao Escaravelho-das-palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus) conhecem-se inúmeras outras espécies invasoras do território português. Mas muitas mais se encontram descritas, sabe-se que 15% de todas as espécies exóticas em Portugal continental são invasoras.

É neste contexto que o Jardim Zoológico, em parceria com a Associação Bandeira Azul para a Europa (ABAE) – através do programa Eco-escolas, o portal BioDiversity4All e a Direção Geral de Educação (DGE), lança o concurso nacional para escolas “LET IT GROW – ALERTA INVASORAS!”. Dirigido a alunos da educação pré-escolar, ensino básico, ensino secundário e profissional, o concurso pretende promover a conservação da nossa biodiversidade local através de uma campanha de sensibilização sobre as espécies exóticas introduzidas em Portugal, dirigida a toda a comunidade, em especial, à comunidade onde estão inseridas. 

Em defesa das nossas espécies, é necessário avançar com um investimento na conservação que garanta o controlo de espécies exóticas, evitando invasoras, o que, a médio ou longo prazo levará à salvaguarda das espécies endémicas de Portugal e melhorar o seu estatuto de conservação na Europa. 

Eliminar o comportamento invasor de uma espécie exótica, é defender o que é nosso e proteger a biodiversidade local.

Caro Professor,
Consulte o enquadramento teórico e o regulamento. Participe com os seus alunos, leve-os a aprender como controlar as espécies invasoras, salvaguardando a biodiversidade local.

Ganhe prémios: Participação num programa único: "À Noite no Zoo" especialmente dirigido para grupos escolares!

Informações

E-mail: pedagogico@zoo.pt




Destaques
Festas de Aniversário no Zoo
Apadrinhe a Bela e ganhe 1 bilhete