Conservação
Investigação e Conservação

A rápida expansão da população humana e a utilização pouco sustentável dos recursos naturais do Planeta, representam um forte impacto sobre a biodiversidade que, consequentemente, está a diminuir de forma avassaladora ao longo dos últimos anos. A vida na Terra está ameaçada.

Jardins zoológicos, aquários, parques e reservas da vida selvagem, assumem atualmente um papel fundamental para a sobrevivência das espécies em vias de extinção. Em conjunto, estas instituições, são hoje verdadeiras Arcas de Noé. Contribuem e colaboram através da educação, da investigação científica e da implementação ao nível local, europeu e mundial, de medidas de conservação das espécies e dos seus habitats até à reintrodução de espécies na Natureza.

A extinção é para sempre!

Nos próximos 25 anos 1/4 de todas as espécies de mamíferos e uma em cada oito espécies de aves correm o risco de extinção.


A Investigação Científica é uma ferramenta central para que se conheça melhor o Reino Animal e os ecossistemas. Permite reunir informações valiosas acerca da biologia, reprodução e comportamento de cada espécie, e inferir sobre o ecossistema em que se insere. Estas informações são imprescindíveis para que o maneio dos animais seja o mais correto quando sob cuidados humanos, e para que se tomem medidas de conservação adequadas no habitat.

A investigação permite que a conservação das espécies seja feita com maior taxa de sucesso, independentemente de se tratar de conservação in situ ou ex situ.

O Jardim Zoológico colabora com diversas instituições, universidades e escolas nacionais e internacionais, no âmbito académico das mais diversas áreas como é o caso da biologia, etologia e medicina veterinária. E participa ativamente em projetos de investigação científica.


Projetos em destaque

 

Conservação ex situ

As medidas de conservação adotadas para cada espécie sob cuidados humanos, ou seja, fora do seu habitat natural, traduzem o que é a conservação ex situ. A sobrevivência das espécies depende muitas vezes da manutenção de animais sob cuidados humanos, a sua reprodução e formação de populações saudáveis e geneticamente viáveis. Assim, a articulação entre jardins zoológicos e instituições semelhantes, e a gestão correta das populações a nível europeu e internacional é fundamental para a sobrevivência das espécies. São inúmeras as instituições e associações que trabalham em conjunto para esta mesma missão.

As espécies animais que um parque zoológico tem ao seu cuidado são selecionadas com extremo cuidado, trata-se de planear a coleção animal e para isso as instituições contam com os Taxon Advisory Groups (TAGs) que são grupos de trabalho formados por especialistas que se dedicam a grupos específicos de animais. Por exemplo o TAG dos Pinguins, o TAG dos Elefantes entre tantos outros.

Os TAGs desenvolvem Planos de Coleção Regionais que descrevem que espécies são recomendadas, porquê e como as gerir. São uma importante base de trabalho para cada parque zoológico e para a conservação das espécies a nível global. Estes planos de coleção indicam ainda que espécies devem ser protegidas adicionalmente através de outros programas de conservação.

A conservação sob cuidado humano é ainda caracterizada por uma forte componente de Enriquecimento Ambiental, através do qual são estimulados os comportamentos naturais dos animais. Esta é atualmente reconhecida pela IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza – como um instrumento indispensável para a conservação da biodiversidade.

Conservação in situ

As medidas de conservação que atuam diretamente no habitat natural (conservação in situ) podem ser muitíssimo variadas incluindo programas de sensibilização das populações locais, requalificação do habitat, etc. O Jardim Zoológico participa na conservação in situ de várias espécies de animais. Colabora de formas diversas e estabelece parcerias de trabalho com entidades na linha da frente de atuação na Natureza.

Em 2005 o Jardim Zoológico foi distinguido com o prémio de Melhor Programa de Conservação da EAZA – Associação Europeia de Zoos e Aquários – como coordenador do Programa de Conservação in situ para o Saguim-cinzento (Saguinus leucopus), na Colômbia. Em julho de 2006, este programa foi reconhecido também pela IUCN e passou a ser apoiado pela mesma.

Programas de conservação de espécies ameaçadas

Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas (EEP) permite uma ação conjunta dos parques zoológicos para manter populações geneticamente saudáveis para que se reproduzam com o objetivo final da reintrodução em habitat natural. Este programa é muito intensivo e inclui análises demográficas e genéticas para a elaboração de planos para o futuro maneio das espécies tendo sempre em vista a sua reprodução e formação de populações saudáveis estáveis para a sua conservação.

Studbook Europeu (ESB) ou Internacional (ISB) é um livro de registo de dados referente a uma determinada espécie. Ou seja, é um documento semelhante a um livro genealógico em que se registam óbitos, nascimentos, filiação, e transferências de todos os parques zoológicos que mantêm a espécie em questão. Permite saber quantos indivíduos existem de uma determinada espécie, quem são os seus progenitores, a sua descendência e a cargo de que zoo se encontra, enfim... uma série de informações essenciais para a articulação de informação e de indivíduos entre os Zoos e Parques de todo o Mundo.

O Jardim Zoológico iniciou a sua participação nos EEPs no início dos anos 90, com quatro programas, participando atualmente em 5 TAGs e 64 EEPs. Relativamente aos studbooks, o Jardim Zoológico participa em 44 europeus e 48 internacionais.

Coordenamos ainda os seguintes Studbooks e Programas de Reprodução:


Campanhas internacionais

O Jardim Zoológico é membro das principais instituições dedicadas à conservação das espécies e seus habitats, como é o caso da EAZA (a Associação Europeia de Zoos e Aquários), entre tantas outras organizações europeias e internacionais. Neste âmbito, desde 2000 que o Jardim Zoológico tem participado em todas as campanhas de conservação levadas a cabo pela EAZA para projetos de conservação in situ, empenhando-se em divulgá-las e em angariar fundos para cada nova campanha!

 2016/2017

Let it Grow

Até que ponto conhece a biodiversidade do nosso país? Do Lince-ibérico ao Sobreiro, esta campanha tem como objetivo chamar à atenção para a fauna e flora locais e a importância na sua conservação. 
Quanto mais natural e diverso for um ecossistema, mais estável e saudável será o ambiente. "Let it Grow" é uma campanha que junta três das maiores associações científicas europeias BGCI (Associação Internacional de Conservação de Jardins Botânicos), EAZA (Associação Europeia de Zoos e Aquários) e ECSITE (Rede de Centros Europeus de Ciência) em prol da valorização das espécies autóctones em detrimento das espécies exóticas. 
Alertam ainda para o facto de espécies exóticas poderem adotar características invasoras acabando por resultar numa perda da biodiversidade local. Saber mais >


2014/2015

Desliga a Ficha 

Na sequência do novo relatório das Nações Unidas sobre alterações climáticas, a EAZA (Associação Europeia de Zoos e Aquários) e a AZA (Associação Americana de Zoos e Aquários) uniram-se para lançar uma campanha que pretende influenciar o comportamento dos seus visitantes, sobretudo no consumo de energia. A campanha "Pole to Pole" destaca a eficácia da ação coletiva na redução do consumo de energia e proteção da Biodiversidade para a realização de ações que podem ajudar a salvar as espécies e os seus habitats.

 

2012/2013
No trilho da Ásia 

O Sudeste Asiático é um dos locais com maior biodiversidade no nosso planeta, povoado por espécies das mais amadas e reconhecidas na Terra, incluindo o tigre-de-sumatra, dragão-de-komodo e orangotango. Para além destas, a campanha NO TRILHO DA ÁSIA também incide em algumas das espécies mais misteriosas, que podem ser encontradas nos mais diversos habitats presentes na região, relembrando a nossa oportunidade de lhe assegurarmos um futuro.


2011/2012

Um último grito pelos primatas 

Orangotangos, Gorilas, Chimpanzés e Bonobos são os nossos parentes evolutivos mais próximos seguidos dos Gibões, e estas foram as espécies alvo da Campanha EAZA 2011/12. Nem a sua proximidade evolutiva com o Homem os fez escapar à iminente extinção. Esta campanha, teve como objetivo contribuir de forma significativa e duradoura para a sobrevivência continuada dos Gibões e Grandes primatas e dos seus habitats.


2010/2011

SOS Carnívoros 

Os Carnívoros na Europa enfrentam um problema de números: alguns estão próximo da extinção e outros estão a expandir-se. É preciso gerir as populações que se expandem e conservar as que diminuem. Para que Homem e Carnívoros possam partilhar recursos e áreas naturais de forma sustentável, basta-nos fazer um esforço para uma boa vizinhança! É preciso educar para a necessidade de conservação aqui mesmo, na Europa, através da mudança de atitudes e mentalidades.


2008

Anfíbios: Alarme! 

Esta é a maior crise de conservação desde a era dos dinossauros! Os anfíbios são a classe de animais mais ameaçada do mundo, em virtude da perda de habitat por destruição do mesmo e a captura excessiva para o comércio ilegal de animais de companhia, alimentação e medicina tradicional. A IUCN apelou aos Zoos e Aquários de todo o mundo para que unissem esforços com o objetivo de evitar a iminente extinção dos anfíbios.

 

2007/2008
Conservar Madagáscar 

Madagáscar é a 4ª maior ilha do Mundo, com 1.600 Km de comprimento e 590.000Km2, é normalmente designada por 8º continente, dada a diversidade de habitats e a topografia variada.
Assim, a Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), da qual o Jardim Zoológico é membro desde 1992, lançou a campanha MADAGÁSCAR com o objetivo de unir esforços comuns para a preservação da biodiversidade desta extraordinária ilha.

 

2005/2006
SOS Rinocerontes

No século XIX existia aproximadamente 1 milhão de rinocerontes. Em 1970 já só existiam cerca de 70.000 e, hoje em dia, estima-se que a população de rinocerontes não ultrapasse os 18.000 indivíduos. A caça para comércio do chifre, a destruição do habitat, a poluição e os conflitos políticos são os principais factores de ameaça dos rinocerontes. É preciso agir!

 

2004/2005
Shellshock 

Esta campanha efetuou-se a favor da conservação das tartarugas, um dos grupos de vertebrados mais ameaçado do Mundo. As tartarugas vivem no nosso planeta há mais de 250 milhões de anos! Agora, num espaço de menos de 30 anos estão a ser arrasadas da face do Planeta. Se não houver uma intervenção direta, um número inacreditável de espécies irá desaparecer na próxima década.

 

2002/2004
Tigres

Das oito subespécies de tigres, três foram extintas durante o séc. XX e as outras estão todas em vias de extinção. O comércio ilegal de órgãos de tigre e a destruição dos seus habitats são a maior ameaça a esta espécie.


 

2001/2002
Mata Atlântica 

A devastação da Mata Atlântica, ou floresta tropical da América Latina, tem colocado em perigo os ecossistemas da região e já extinguiu várias espécies de animais e plantas. Esta campanha teve especial incidência sobre os mico-leões, quase extintos.

 

2000/2001
Bushmeat 

A EAZA lançou a sua primeira Campanha de Conservação dedicada ao combate do comércio ilegal de Bushmeat (animais caçados nas florestas africanas para consumo humano). Este comércio ilegal é uma das maiores ameaças a várias espécies em grave perigo de extinção, como os gorilas, os chimpanzés e os elefantes.



 



Destaques
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