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Lince-ibérico Gamma e Azahar

Gamma e Azahar chegaram ao Jardim Zoológico no mesmo dia, a 2 de dezembro de 2014. À sua espera tinham "aposentos" concebidos de propósito para eles. Na "Tapada do Lince-ibérico" tudo foi pensado para que se sentissem em casa. Estão numa zona mais recatada do Zoo, de modo a usufruírem de uma certa tranquilidade, rodeados por flora mediterrânica, zambujeiros, carvalhos e plantas aromáticas.

A aproximação dos dois membros do casal foi muito gradual. Não só mal se conheciam, como pertencem a uma espécie solitária, cujos adultos, machos e fêmeas, só se costumam juntar nas épocas reprodutivas, entre janeiro e fevereiro.

Apenas ao fim de 4 meses é que houve a aceitação necessária para poderem partilhar totalmente a mesma instalação. No entanto, nada é definitivo. É natural que se dêem bem durante determinados períodos e que precisem de ser separados noutros. Por isso, as instalações são filmadas 24 horas/dia, de modo a identificar algum sinal de conflito ou alteração comportamental.



O facto de cada animal trazer consigo, do CRNLI, um registo de características, hábitos e comportamentos, facilita a tarefa do seu acompanhamento, uma vez que o conhecimento do seu historial permite mais facilmente aferir acerca da sua adaptação e de situações anormais.

No Zoo, Gamma e Azahar têm um quotidiano calmo e diversificado. Como qualquer felino, gerem, criteriosamente, os seus gastos energéticos, daí que o dia seja passado entre o descanso, a interação entre indivíduos e com a própria instalação e a patrulha da mesma, ou seja, observam regularmente os limites do território à procura de sinais de outros indivíduos.

São animais crepusculares, e é nessa altura do dia que se alimentam. Excetuando uma ou outra pequena ave que possam comer, a sua alimentação é 90% à base de coelhos-bravos, que lhes é fornecido vivo ou morto. O facto de o alimento lhes ser dado, por vezes, vivo constitui um excelente enriquecimento ambiental, ou seja, desperta nestes animais o seu comportamento natural, oferecendo-lhes um desafio e exercício, além de comida.

O alimento é pesado antes de lhes ser dado e são pesadas também as sobras, de modo a controlar, a porção real ingerida. Cada animal consome cerca de 1 kg de carne por dia, intercalada com jejum, simulando as condições verificadas na natureza. Sendo animais com comportamentos não domesticados existem procedimentos que permitem retirar informação importante sem ser necessário recorrer a anestesia.

Um dos exemplos é a pesagem. É criado o hábito da colocação do alimento numa balança, de modo a atrair o felino, e depois calcula-se o peso do lince subtraindo o do coelho. Além disso, é possível recolher-se urina para análise. Para o efeito, são colocadas placas em inox dispersas pela instalação, inicialmente marcadas com urina de lince, de modo a atraí-los pelo olfato e a desencadear o seu comportamento natural, isto é, a marcação de território. Desta forma, o hábito foi criado.

Gamma, devido aos cuidados médicos de que necessita desde jovem, está mais habituado ao contacto com humanos. Azahar é mais tímida e arisca.

O Lince-ibérico, o felino mais ameaçado do mundo
Gamma e Azahar pertencem a uma espécie endémica da Península Ibérica, que recentemente (Junho de 2015) passou do estatuto de "Criticamente em Perigo" para "Em Perigo". A situação inversa ocorreu em 2002, quando a espécie perdeu este estatuto para novamente  "Criticamente em Perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Se, em 1950, se estimava que existiam cerca de 5000 Linces-ibéricos na Natureza, este número baixou para menos de 350 nos dias de hoje.

Atualmente, na Natureza, só são conhecidas duas populações reprodutoras, ambas na região da Andaluzia, em Espanha: uma em Doñana e outra em Andujár-Cardeña, na Serra Morena, mas estão isoladas uma da outra, o que reduz as hipóteses de reprodução. Em Portugal, alguns estudos indicam que entre o final dos anos 1980 e início dos anos 1990, existiam populações naturais de Linces-ibéricos na Malcata, em São Mamede, Vale do Guadiana, Vale do Sado e Algarve em Odemira.

Atualmente, porém, antes da recente libertação de linces em Mértola, já não havia indício desta espécie na Natureza desde há, pelo menos, duas décadas.

A maior ameaça à existência do Lince-ibérico consiste, em primeiro lugar, na redução de Coelhos-bravos (presa principal e alimento-base deste felino), que se deveu, essencialmente, a duas doenças: a Mixomatose e a Doença Hemorrágica Viral. Tendo sido identificada uma nova variante deste último vírus com um enorme impacto na população em algumas regiões.

Por outro lado, a intervenção do homem na Natureza contribui, igualmente, para o desaparecimento da espécie. Além de destruir o seu habitat (através da construção de barragens e estradas, por exemplo), promovendo igualmente a redução de Coelhos-bravos, o Homem caça ilegalmente, prepara armadilhas com carne envenenada (para controlo de outras espécies), é responsável por incêndios e acidentes, sobretudo atropelamentos (principal causa de morte dos linces reintroduzidos em território Espanhol).

Algumas curiosidades sobre o lince-ibérico
- Reprodução: vívipara
- Gestação: 2 meses
- Nº crias: 2-3 crias
- Maturidade: 2 anos
- Longevidade: Até 16 anos



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