Jardim Zoológico assinala o Dia Internacional dos Primatas com o nascimento de duas crias
Para assinalar o Dia Internacional dos Primatas, a 1 de setembro, o Jardim Zoológico anuncia o nascimento de duas crias de espécies distintas e convida todos os amantes da natureza a conhecerem estes novos e amáveis primatas: um Macaco-de-brazza macho, nascido a 18 de junho, e um Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo, cujo sexo não é ainda identificável, que nasceu a 17 de agosto.

O Macaco-de-brazza, considerado um inconfundível representante dos Macacos africanos, foi batizado com o nome do explorador de origem italiana, Pierre Savorgnan de Brazza, que identificou esta espécie. Apesar de não estar em risco de extinção, a maior ameaça à sua sobrevivência é a perda do habitat, sobretudo para a indústria madeireira e para a expansão agrícola. O Macaco-de-brazza é também alvo de caça para alimentação humana. O Jardim Zoológico colabora ativamente para o Programa Europeu de Reprodução (EEP) desta espécie, promovendo o conhecimento e a conservação da mesma.

Por sua vez, o Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo é arborícola e bastante sociável. Conhecido pela pelagem amarelada no peito e na parte superior dos membros anteriores, existe unicamente no Brasil, em pequenas áreas de floresta tropical húmida atlântica, no sul do Estado da Baía. Desde 2002 que é considerada uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas no Mundo e a sua população continua a diminuir, sobretudo devido à destruição do seu habitat.

O Jardim Zoológico salienta a importância da consciencialização para a proteção destas espécies, uma vez que mais de 60% de todos os primatas estão em risco de extinção e quase metade - 43% - está classificada como “Em Perigo” ou “Criticamente Em Perigo” (os níveis mais próximos da extinção na Natureza). É neste contexto que se comemora o Dia Internacional dos Primatas e que se convida todos os visitantes a conhecerem um pouco melhor o mundo destes animais, que enfrentam diversas ameaças como, principalmente a perda do habitat e a caça massiva.

Na “Arca de Noé” Lisboeta, os visitantes poderão encontrar, para além das novas crias, 31 espécies/subespécies diferentes de primatas. Desde o pequeno Saguim-bicolor, “Em Perigo”, na floresta tropical da região do Amazonas, no Brasil, ao Gorila-ocidental-das-terras-baixas, “Criticamente em Perigo”, nas terras baixas africanas entre os Camarões e o Gabão; sem esquecer o Lémure-de-cauda-anelada, “Em Perigo”, em Madagáscar e listado como uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas do Mundo. Tem também ao seu cuidado o emblemático Mico-leão-dourado, embaixador da conservação da Mata Atlântica, no Brasil e o Macaco-do-japão, que representa a importância das medidas de gestão das populações para a sobrevivência e coexistência com as populações humanas. O icónico Chimpanzé também é um habitante a que nenhum visitante fica indiferente pela sua semelhança morfológica e, sobretudo, comportamental, com o próprio Homem.

O Zoo colabora e apoia financeiramente o Fundo para a Conservação da Vida Selvagem nos Camarões (CWAF – Cameroon Wildlife Aid Fund), assegurando um futuro sustentável aos Primatas dos Camarões desde 2006. A grande parte das espécies de Primatas encontram-se ao abrigo de programas de reprodução ou de conservação, sejam europeus ou internacionais.

Venha assistir às “macacadas” desta grande família de Primatas e ajude o Zoo a aumentar a consciencialização para a proteção destes animais, num dia tão importante como este.

 
Sobre o Macaco-de-brazza (Cercopithecus neglectus)

É um dos primatas africanos com maior área de distribuição, no entanto, a população global não é abundante. Batizado com o nome do explorador francês que o identificou, e que mais tarde viria a fundar a cidade de Brazzaville, capital da atual república do Congo, o Macaco-de-brazza apesar de não estar em risco eminente de extinção, é um inconfundível representante dos Macacos africanos. Vive em grupos familiares com 2 a 10 indivíduos e segue uma dieta omnívora. A cria nasce depois de 5-6 meses de gestação e é da exclusiva responsabilidade da fêmea progenitora que a amamenta durante o primeiro ano de vida. Quando em perigo, o macho dominante tenta distrair o predador ou atacá-lo. Quando são observados podem permanecer imóveis ou tentar fugir silenciosamente. Seguem uma alimentação variada e podem guardar alimento nas bochechas. O Jardim Zoológico colabora para o Programa Europeu de Reprodução (EEP) desta espécie.

Sobre o Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos)

O Macaco-capuchinho-de-peito-amarelo existe unicamente no Brasil em pequenas áreas de floresta tropical húmida atlântica, no sul do Estado da Baía. Classificado como Criticamente em Perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), é uma das espécies alvo de grande preocupação por parte da comunidade científica, duvida-se da viabilidade das pequenas populações que ainda sobrevivem no habitat. Desde 2002, que é considerada uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas no Mundo e ainda assim continua a diminuir, maioritariamente devido à destruição do seu habitat. O Jardim Zoológico participa no Programa Europeu de Reprodução (EEP) desta espécie e orgulha-se de contribuir de forma direta para a continuidade da espécie através da sua reprodução e do nascimento de novas crias. 

É um pequeno primata com o corpo coberto por pelo castanho-avermelhado, com exceção do peito, barriga e parte superior dos braços, onde são amarelos/dourados, dando assim origem ao seu nome. Vive em grupos de 10 a 30 indivíduos que, regra geral, incluem mais machos do que fêmeas. A sua dieta é muito variada: alimenta-se de flores, frutos, rebentos, nozes, ovos, pequenas aves, insetos e aranhas. Sendo frequente ver animais destes a baterem com nozes contra troncos de árvores, para partir a casca.
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