Concurso Nacional Escolas
Clima Extremo – Uma Ameaça Global
O nosso planeta está em constante mudança. E nos dias de hoje, as alterações climáticas são o principal motor dessa transformação. Elas traduzem-se na desregulação dos padrões climatéricos, na subida global das temperaturas do ar e do oceano, no degelo dos polos e consequente subida do nível do mar, para além de uma série de catástrofes naturais que se tornam cada vez mais frequentes. Estes efeitos, de nível global e sem precedentes, perturbam os ecossistemas da Terra e deixam em risco a biodiversidade do planeta.
Ao combater as alterações climáticas, estamos a contribuir para a conservação dos ecossistemas e para o aumento da biodiversidade. E nunca é de mais relembrar que nós, seres humanos, fazemos parte desta biodiversidade!
O nosso planeta está em constante mudança. E nos dias de hoje, as alterações climáticas são o principal motor dessa transformação. Elas traduzem-se na desregulação dos padrões climatéricos, na subida global das temperaturas do ar e do oceano, no degelo dos polos e consequente subida do nível do mar, para além de uma série de catástrofes naturais que se tornam cada vez mais frequentes. Estes efeitos, de nível global e sem precedentes, perturbam os ecossistemas da Terra e deixam em risco a biodiversidade do planeta.
 
As alterações climáticas acontecem muito lentamente de forma natural, no entanto a ação humana acelera-as, de uma forma silenciosa, com a emissão de gases responsáveis pela retenção de calor na atmosfera, os gases de efeito de estufa, que causam este enorme flagelo para a biodiversidade. Atualmente, estima-se que cerca de 20 a 30% das espécies de animais e plantas se encontram extremamente ameaçadas pelo aumento da temperatura média global.
 
As alterações que se fazem sentir de forma cada vez mais severa nos habitats, exigem que as espécies se adaptem a novas condições a um ritmo demasiado rápido para que o consigam fazer a tempo. Consequentemente, animais e plantas aproximam-se ainda mais da extinção.
 
O clima é um dos principais fatores que define um ecossistema, e influencia diretamente o ciclo de vida dos seres vivos. Por exemplo, na época de migração, o florescimento, a reprodução; assim como pode alterar a distribuição geográfica de uma espécie, e criar ruturas nas cadeias tróficas. No fundo, causa um desequilíbrio que compromete a sustentabilidade do ecossistema e potencia a ocorrência de catástrofes ambientais, como cheias, furacões ou incêndios florestais.
 
No caso dos incêndios florestais, embora a atividade humana seja a sua principal causa, as alterações climáticas têm vindo a tornar-se num fator cada vez mais preponderante no que diz respeito ao aumento do risco de ocorrência e intensidade. A floresta cobre cerca de 30% da superfície do planeta estando representada em vários ecossistemas ao longo de 4,06 mil milhões de hectares. Ainda que metade desta área se encontre praticamente intacta, apenas um terço é considerada floresta primária, ou seja, sem indícios de atividade humana e onde os processos ecológicos não se encontram perturbados.
 
Apesar do seu incontestável valor como pulmão do mundo, de ser habitat para uma enorme biodiversidade, de fornecer recursos alimentares e hídricos, a floresta está ameaçada. O risco de incêndio depende de fatores como a temperatura, a humidade do solo e a presença de árvores, todos eles relacionados com alterações climáticas.
 
Os fogos florestais são uma ameaça global e 2020 revelou-se um ano dramático, principalmente para a Austrália. Dos quase 20 milhões de hectares ardidos durante a mais recente época de Verão, mais de 12 milhões correspondem a floresta primária. A perda foi desmesurada e os efeitos ainda se vão fazer sentir durante largos anos. Estima-se que uma grande percentagem da fauna local tenha sido afetada, tendo morrido ou sido deslocada para centros de recuperação.
 
Um dos grupos de animais que mais sofreu com os incêndios foram os marsupiais, sobretudo os Koalas da região de Nova Gales do Sul, onde se situa o Parque Nacional de Blue Mountains, e o Parque Nacional de Wollemi. O resgate de Koalas no habitat natural para garantir a continuidade da espécie, foi o primeiro passo no terreno.
 
O Jardim Zoológico tem um papel ativo, e contribuiu através do seu Fundo de Conservação, para o resgate e recuperação da flora e fauna australiana numa parceria com o Zoo de San Diego. Para além deste apoio, o Jardim Zoológico organizou ainda uma recolha de fundos junto dos seus visitantes, enviando a totalidade do valor angariado para esta missão.
 
Nos países mediterrânios, como Portugal, os fogos florestais são, igualmente, fenómenos naturais, mas o facto desta região ser caracterizada por verões quentes e secos, aliada ao crescente abandono rural e a políticas de gestão florestal pouco eficazes, faz com que estes fenómenos se tornem mais frequentes ano após ano.
 
Se juntarmos a esta equação as alterações climáticas, a situação fica ainda mais gravosa e um fenómeno que devia ser natural, está a tornar-se numa situação de calamidade e Portugal encontra-se na linha da frente dos países com maior risco de incêndio, o que conduz a uma diminuição de biodiversidade a nível nacional.
 
Este momento na história da conservação do nosso planeta é único e cada um de nós, tem o poder de contrariar a extinção das espécies e a destruição dos seus habitats. As nossas escolhas, hábitos e boas práticas do dia-a-dia constituem num fator decisivo nesta caminhada, em que a meta é a sustentabilidade do planeta. Ao combater as alterações climáticas, estamos a contribuir para a conservação dos ecossistemas e para o aumento da biodiversidade. E nunca é de mais relembrar que nós, seres humanos, fazemos parte desta biodiversidade!

Contribuir é muito simples, basta usar menos o seu carro para diminuir as emissões de CO2 para a atmosfera. Basta desligar os aparelhos da tomada quando não os está a usar. Basta dar preferência ao comercio local e a produtos da época. Basta uma série de pequenas ações para a diferença ser enorme, mensurável, e com repercussões positivas significativas no ambiente. Esta é uma missão possível de concretizar, com a participação de todos, por essa razão é fundamental que esta mensagem se repercuta para a população em geral através de ações de sensibilização ambiental. Junte-se a nós pela conservação da Biodiversidade!

 

Neste âmbito, tendo em conta a ENEC e os ODS 13, 14 e 15 onde há o reconhecimento da importância da educação como estratégia para a conservação do ambiente, o Jardim Zoológico e os seus parceiros DGE e ABAE/ECO ESCOLAS, lançam o concurso nacional escolas CLIMA EXTREMO – UMA AMEAÇA GLOBAL destinado a crianças e jovens da Educação Pré-Escolar, do Ensino Básico (1º, 2º, 3º Ciclo) e do Ensino Secundário.  Pretende-se que esta temática seja integrada no currículo das diversas disciplinas desenvolvida e trabalhada de uma forma transdisciplinar em atividades letivas e não letivas, envolvendo as crianças e jovens através de metodologias ativas.

O Tema a trabalhar pretende estimular as crianças e jovens para uma consciência ecológica e de respeito pelo Ambiente, contemplada na componente da Cidadania e Desenvolvimento que está intimamente relacionada com toda a prática desenvolvida pelos professores. O concurso pretende mobilizar a comunidade educativa para a ação a favor da conservação das espécies e dos seus habitats, para os riscos relacionados com o clima e catástrofes naturais bem como para o impacto das alterações climáticas na vida selvagem, mediante a realização de trabalhos centrados nessa temática.

 

Caro/a Educador/a Professor/a

Leve os seus alunos a conhecer os riscos relacionados com o clima e catástrofes naturais bem como o impacto das alterações climáticas na vida selvagem.

Consulte o Regulamento e o Enquadramento.
Vencedores
VENCEDORES
1º Prémio

Trabalho “ENFRENTAR A CHEGADA DO MAR”

Agrupamento de Escolas de Canelas - Escola Básica e Secundária de Canelas – 3º ciclo

Alunos:
Filipe Alexandre Antunes Ferreira
Inês Filipa Pereira Matias
Natália Pinto Guedes
 
Professoras Responsáveis: Ana Cristina Fernandes e Odete Melo

MENÇÕES HONROSAS

Trabalho "Se este Mar queremos Salvar Com a Pesca de Arrasto temos de Acabar"
 
Realizado pela Turma 1ª do Jardim de Infância de Igreja/Sandim

Educadora: Isabel Natário

Trabalho "SALVAR O PLANETA - O Degelo, a subida do nível das águas e destruição de biodiversidade e invasão da linha de costa"
 
Agrupamento de Escolas D. João II - Caldas da Rainha, 8.º Ano, Turma D
 
Alunos: 
Diana Sofia Martynyuk Ferreira
Lara Lopes Pereira
Miguel Ângelo Luís Mariano
Nayra Elizabeth Flores Laxemichande

Professora responsável: Graça Maria Morais Ferreira

 
Mais informações:

E-mail: pedagogico@zoo.pt
Zoo Imagem

SEO da página actual

Zoo Imagem TAGS: cn , escolas , concurso , nacioanal , zoo , jardim , zoologico
DESCRIPTION: Leve os seus alunos a conhecer e entender a influencia do oceano em nos e nossa influencia no oceano e fundamental para viver e agir de forma sustentavel. A acao comeca em terra.