Programa de Conservação do Okapi
A República Democrática do Congo é o país com maior biodiversidade do continente africano que detém um conjunto de tesouros naturais e espécies de relevo como gorilas, elefantes, bonobos e okapis.
A Reserva de Vida Selvagem de Okapis, fundada em 1992 e reconhecida como Património Mundial em 1996, ajuda na proteção de okapis mas também na preservação de plantas, e outras espécies animais, assim como da cultura das populações indígenas.
Desde 1980, a expansão humana, a desflorestação e a degradação florestal eliminou uma importante porção de habitat da espécie, em particular no sul e leste da Floresta de Ituri, onde a população já foi abundante. 
O Programa de Conservação in situ do Okapi teve início em 1987 e tem como objetivo proteger a espécie, investindo nas populações locais. 

Ao melhorar as condições de vida das populações, promovendo diferentes meios de subsistência e educando para o uso sustentável da floresta, o projeto procura criar aliados na luta contra a extinção da espécie.  

O projeto tem ainda em vista a formação de guardas para proteção da reserva, fornecendo também equipamentos para uma correta execução das suas funções.  
Um dos problemas inerentes à conservação de animais em zonas de conflito é a constante ameaça a que as reservas estão sujeitas. 

O Programa de Conservação in situ de okapis, dedica-se à conservação desta espécie, através da conservação do seu habitat, mas também das espécies que coabitam com este peculiar girafídeo. Esse trabalho, passa muitas vezes pela denuncia de atividades ilegais que se desenvolvem dentro e fora da zona de reserva.
 
Em 2012, como retaliação a uma dessas denuncias a reserva em Epulu foi atacada. Treze dos catorze ocapis que habitavam na reserva foram mortos, assim como alguns trabalhadores da reserva, entre eles, guardas florestais. Também os computadores e os registos sobre o Projeto de Conservação foram destruídos. Sabe-se que o ataque foi uma retaliação pela denuncia de caça ilegal.  

Outro ataque foi levado a cabo mais tarde, em 2017. 

JARDIM ZOOLÓGICO EM AÇÃO
 
O Jardim Zoológico apoia desde 2006 o Programa de Conservação in situ de Okapis, na República Democrática do Congo.  

Em 2021, com o apoio dos parceiros do Programa, entre os quais o Jardim Zoológico, foi possível completar um grande conjunto de projetos pendentes. 
 
  • Foi concluída a construção do novo Centro das Mulheres em Epulu, um espaço onde as mulheres desenvolvem produtos para venda. É da venda destes produtos que retiram o dinheiro para sustentar as suas famílias, evitando o envolvimento das mesmas em atividades que destroem o habitat dos ocapis.  
 
  • Este mesmo edifício é também a casa da Rádio de Epulu através da qual se desenvolvem programas de sensibilização.  
 
  • O acesso à saúde é uma necessidade básica, mas nem sempre uma realidade para as comunidades envolvidas na proteção do okapi. Para dar resposta às solicitações foi criada uma enfermaria em Epulu e prestados cuidados a mais de 4400 pacientes. Outros centros médicos em torno da reserva foram também reforçados e receberam 120 camas de forma a aumentar a sua capacidade. 
 
  • Mais de 370 hortas foram plantadas com o objetivo de abastecer as comunidades, uma medida que procurou promover a segurança alimentar a mais de 400 famílias e mitigar a desflorestação. 
 
  • Foram formados mais 59 novos eco-guardas que se juntam assim ao programa para proteger a reserva das atividades ilegais. 
 
  • Foi ainda possível construir uma casa de hóspedes em Mambasa, que servirá de acomodação para eco-guardas e patrulhas noturnas. 
 
  • Foram ainda plantadas mais de 70.000 árvores para reflorestar as parcelas de terreno abandonadas de forma a repor os nutrientes no solo, tornando o solo rico e eliminando a necessidade de desflorestação. 
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