Testemunho Igor Chestin - CEO da WWF Rússia
“Os Leopardos-da-pérsia são uma espécie em real perigo de extinção. Há apenas algumas centenas na natureza, não sabemos ao certo quantos.”
“É muito importante desenvolver um trabalho conjunto com os Zoos, uma vez que nestes espaços há alguns casais que se podem tornar casais reprodutores, e que por isso, estão aptos para incorporar o projeto.”
Para Igor Chestin, Diretor da WWF Rússia, “os Leopardos-da-pérsia estão em real perigo de extinção” e chegou-se ao ponto em que era necessário agir de forma a reverter a tendência de diminuição das populações no habitat. “Os leopardos viveram nesta área até meados do século XX, altura em que foram exterminados pelas populações locais que começaram a utilizar armadilhas e veneno para afastar os lobos. Após anos de coexistência com o ser humano, os lobos aprenderam a desconfiar do terreno mexido e a evitar as armadilhas acabando por ser os leopardos as vítimas das mesmas.”
 
Em 2005 nasceu o Programa de Reprodução e Reintrodução da espécie, e percebeu-se  rapidamente que “retirar animais da natureza para colocar em reservas a fim de incorporar este programa torna-se perigoso devido ao reduzido número de indivíduos no habitat natural.” Surgiu então a necessidade de trabalhar diretamente com instituições zoológicas que tinham  experiência em maneio da espécie e uma população geneticamente saudável, apta a ser incluída neste Programa.
 
“Os animais agora reintroduzidos vão habitar a Reserva da Biosfera do Cáucaso, uma área protegida de cerca de 3.000 quilómetros quadrados que conta com uma grande densidade de ungulados, que pode ser comparável às populações das planícies indianas, que detém uma das mais altas densidades, pelo que temos a certeza que os leopardos terão alimento suficiente. Outro ponto importante que concorre para a relevância deste habitat é o facto de não ter populações humanas nem infraestruturas por perto. É uma área de milhares de hectares de reservas interligadas.”

 
Antes da reintrodução, todos os animais receberam uma “coleira transmissora que emite sinais de satélite e rádio, para que seja possível saber a sua localização” de forma a acompanhar estas reintroduções e perceber as opções que os animais fazem no terreno, a fim de antecipar o modo de atuação.
 
Uma vez que uma das causas de extinção dos leopardos é o conflito com as populações locais, Igor adianta que trabalham “intensamente com os grupos principais que representam a maior ameaça para os leopardos, como por exemplo as sociedades de caçadores. Falamos com os elementos que têm mais influência dentro desses grupos para que estes passem a mensagem de conservação aos caçadores mais jovens.”
 
O treino especializado dos guardas do Parque é igualmente importante para a monitorização do programa.
 
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DESCRIPTION: Igor Chestin partilha o seu testemunho sobre o programa de conservação do Leopardo da Pérsia. O  Jardim Zoologico foi o escolhido para colaborar neste programa.