Apresenta uma coloração brilhante e variada, frequentemente azul-celeste nos membros e no dorso, e um azul mais escuro no ventre. Cada indivíduo possui um padrão único de manchas azuis escuras e pretas. Acredita-se que a sua coloração vibrante funcione como um aviso para os predadores, sinalizando a sua toxicidade (coloração aposemática).
Hábitos
Espécie terrestre e territorial, tanto em relação a indivíduos da mesma espécie quanto de espécies diferentes. Possui glândulas cutâneas que segregam toxinas alcaloides, utilizadas como mecanismo de defesa contra predadores. A sua dieta é composta por pequenos insetos e artrópodes, especialmente por formigas, das quais obtém os alcaloides necessários para a produção de toxinas.
Reprodução
A postura dos ovos ocorre em terra. Após a eclosão, os girinos são transportados no dorso dos machos até pequenos corpos de água ou cavidades de árvores alagadas. Nestes locais, os girinos completam o seu desenvolvimento. A sua metamorfose para indivíduos adultos ocorre entre 10 a 12 semanas após a eclosão.
Conservação
Enfrenta ameaças como a destruição e fragmentação do habitat devido à agricultura e exploração madeireira, além da captura para o comércio ilegal de animais de estimação. Incluída no apêndice II da CITES*.
*Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção.
Distribuição e Habitat
Florestas e Zonas Húmidas