02 de Dezembro de 2020 / Conservação
O Papel do Jardim Zoológico na Conservação das Espécies
O Dia Mundial da Conservação da Vida Selvagem celebra-se no dia 4 de dezembro. O ano de 2020 foi atípico a todos os níveis. Tão atípico que chegaram a surgir relatos da recuperação da Natureza, enquanto a nossa própria espécie se encontrava numa “pausa” forçada. No entanto, durante este período, as ameaças que afetam a biodiversidade continuaram a ocorrer globalmente e a afetar os nossos oceanos e florestas.

Espaços como o Jardim Zoológico desempenham um importante papel na conservação das espécies, e este ano não foi exceção, apesar de todos os desafios que surgiram. Apesar de situado em Lisboa, a grande missão de conservação do Jardim Zoológico vai muito para lá do recinto de Sete Rios: o Jardim Zoológico apoia diversos projetos de conservação por todo o mundo, através do Fundo de Conservação.

O trabalho desenvolvido no habitat natural – conservação in situ – vai desde programas de sensibilização das populações locais a requalificações do habitat e reintroduções de espécies. A conservação ex situ é realizada fora do habitat natural. É por isso que no Jardim Zoológico, em Lisboa, existem animais que não pertencem à fauna portuguesa, mas que se reproduzem de qualquer forma, com o objetivo de serem reintroduzidos mais tarde no seu habitat natural. No entanto, tal só é possível se este habitat tiver sido mantido e protegido, de forma a ir ao encontro das necessidades da espécie em questão.

Um exemplo de uma espécie classificada como “Extinta na Natureza”, desde o final do século passado, é o Órix-de-cimitarra. No entanto, com o apoio de entidades como o Jardim Zoológico, foi possível estabelecer uma nova manada desta espécie no Parque Natural de Dghoumes, na Tunísia, em 2007, a partir da translocação e da reintrodução de animais vindos de programas de reprodução sob cuidados humanos. Desde então, o trabalho no terreno tem continuado a focar-se no aumento da diversidade genética da população e na sensibilização das comunidades locais.

Um outro exemplo é o do Leopardo-da-pérsia, uma espécie Em Perigo de extinção, cujo Programa Europeu de Reprodução é coordenado pelo Jardim Zoológico desde 2013. O Jardim Zoológico assumiu este papel devido ao sucesso reprodutivo dos animais que tem ao seu cuidado e ao trabalho técnico desenvolvido nesta espécie. Para além disso, participa também no programa de reintrodução no Parque Natural de Sochi, na Rússia, que inclui a transferência de animais para um regime semisselvagem até que estejam aptos à reintrodução na natureza. Em julho de 2016, foi feita a primeira reintrodução da espécie, dois machos de um casal russo e uma fêmea do casal português, ambos inseridos no programa de reprodução.

Jardins zoológicos, aquários, parques e reservas da vida selvagem, assumem atualmente um papel fundamental para a sobrevivência das espécies em vias de extinção. Em conjunto, estas instituições, são hoje verdadeiras Arcas de Noé. Contribuem e colaboram através da educação, da investigação científica e da implementação ao nível local, europeu e mundial, de medidas de conservação das espécies e dos seus habitats até à reintrodução de espécies na Natureza.

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Complemente este artigo com os Diretos com o Biólogo a partir do Zoo.
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