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  Dromedário
Nome Científico: Camelus dromedarius


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Ordem: ARTIODACTYLA

Família: Camelidae

Distribuição e Habitat : Os dromedários estão adaptados à vida em desertos e estepes semidesérticas. Esta espécie originária do Próximo e do Médio Oriente foi domesticada entre 4000 e 2000 a.C. Tornou-se o animal doméstico mais importante em algumas regiões (como a Somália, o Sudão, a Mauritânia). No Norte de África e no Próximo Oriente existem, actualmente, cerca de 15 milhões de dromedários domesticados. Ainda há, também, 40 000 a 80 000 indivíduos em liberdade, na Austrália, mas são descendentes de animais domesticados.


Identificação:
Os dromedários têm os olhos protegidos por longas pestanas e as narinas podem fechar-se voluntariamente, para evitar a entrada da areia. O peso do corpo apoia-se não nos dois cascos mas sim nas almofadas planas que impedem que se enterrem na areia. Apresentam outras grandes adaptações à secura do deserto: podem passar grandes períodos sem beber, pois conseguem perder até 40% do seu peso em água sem prejuízo para o organismo e reduzem ao mínimo as perdas de água durante esse período, produzindo fezes secas, expelindo urina concentrada e transpirando pouco (a temperatura corporal diminui até 34ºC durante a noite e aumenta lentamente durante o dia, só começando a transpirar quando atingem uma temperatura de 40 a 42ºC; além disso, quase não possuem glândulas sudoríparas). Por outro lado, são capazes de beber até 150 litros de água em poucos minutos, para compensar a desidratação. Conseguem, inclusive, beber água salgada. As gorduras armazenadas na sua bossa ajudam-nos a sobreviver durante longos períodos sem alimento. Não é verdade que os dromedários armazenam água na bossa. Se estiverem a passar fome, a bossa fica reduzida ou pode chegar a desaparecer.

Hábitos:
Em estado selvagem vivem geralmente em haréns formados por um macho adulto e várias fêmeas com crias. Os restantes machos permanecem solitários ou em grupos de solteiros.

Dieta:
Alimentam-se de vegetação seca e de cactos.

Reprodução: 
Os nascimentos dão-se principalmente em Fevereiro a Maio, coincidindo com a maior abundância de alimento. A gestação dura 12 a 14 meses e nasce uma cria de cada vez, que é amamentada durante um a um ano e meio. Atingem a maturidade sexual aos três a quatro anos de idade, no caso das fêmeas, e aos cinco a seis anos, no caso dos machos.


Estatuto de conservação e principais ameaças:
Esta espécie é considerada extinta no estado selvagem (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Embora os animais domesticados sejam comuns no Norte de África e no Próximo Oriente, o seu número futuro vai depender muito do facto de os costumes nómadas serem mantidos.


Nota: esta espécie não está, de momento, visível aos visitantes.






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