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  Gibão-de-mãos-brancas
Nome Científico: Hylobates lar


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Ordem: Primates

Família: 1475

Distribuição e Habitat : Encontram-se no Sudeste asiático, nomeadamente, no Myanmar, na Tailândia, na Malásia, em Samatra e no Bornéu, em florestas tropicais húmidas de folha perene, florestas de monção de folha caduca e florestas de montanha, até aos 2500 metros de altitude.


Identificação:
Nesta espécie, em ambos os sexos, a face é negra e rodeada por uma franja de pêlos muito claros; as mãos e os pés estão cobertas por pêlos claros. Os gibões possuem várias características anatómicas que facilitam a sua ágil deslocação nas árvores, tais como: tronco com postura quase vertical; posição dos ombros que permite aos braços uma grande liberdade de movimentos em todas as direcções; braços fortes e muito compridos; articulações dos cotovelos com maior estabilidade, poder e velocidade de extensão do que as dos quadrúpedes; pulsos extremamente flexíveis; mãos esguias com dedos longos (exceptuando os polegares), que servem como “ganchos” para a suspensão do corpo nos ramos; pernas curtas, que exercem uma acção estabilizadora durante a deslocação; ausência de cauda.

Hábitos:
São diurnos e arbóreos. Deslocam-se por braquiação (utilizando apenas os braços) preferencialmente no nível médio da copa das árvores. Raramente descem ao solo, no qual se movimentam em posição bípede. Usam também este modo de locomoção sobre troncos pouco inclinados. Vivem em grupos familiares de dois a 10 indivíduos, constituídos pelo casal e respectivos filhos subadultos. Os pares realizam duetos de vocalizações muito sonoras (“chamamentos altos”), cujos principais objectivos são a demarcação e defesa do território.

Dieta:
Alimentam-se de frutos carnudos, rebentos, folhas, flores, ovos e crias de aves, insectos, aranhas e pequenos mamíferos.

Reprodução: 
São monogâmicos (o macho acasala com uma única fêmea). O acasalamento pode ocorrer em qualquer altura do ano. Após um período de gestação de 210 dias nasce uma cria (raramente duas) que fica com o grupo familiar até aos cinco a seis anos. A cria mais jovem dorme com a progenitora, enquanto os outros juvenis se deitam junto do pai, e é dependente da mãe durante os primeiros dois anos (normalmente até ao nascimento de outra cria). Atingem a maturidade sexual aos oito a nove anos de idade.


Estatuto de conservação e principais ameaças:
Baixo risco/quase ameaçada (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Pertence ao Apêndice I da CITES. Encontra-se ameaçada pela caça e pela destruição do habitat. A dimensão das populações diminuiu drasticamente no decorrer dos últimos anos. Esta espécie tem-se reproduzido bem em zoos e, inclusive, nasceu, em Setembro de 2008 uma cria do casal no Zoo de Lisboa.







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